QUARTA-FEIRA DE CINZAS - 18/02/26 (Mc 8, 14-21)

QUARTA-FEIRA DE CINZAS - Início da Quaresma

Imposição das Cinzas


LEITURA:

Leitura da Carta de São Tiago 1,12-18

Feliz o homem que suporta a provação.

Porque, uma vez provado,

receberá a coroa da vida,

que o Senhor prometeu àqueles que o amam.

Ninguém, ao ser tentado, deve dizer:

"É Deus que me está tentando",

pois Deus não pode ser tentado pelo mal

e tampouco ele tenta a ninguém.

Antes, cada qual é tentado

por sua própria concupiscência,

que o arrasta e seduz.

Em seguida, a concupiscência concebe o pecado

e o dá à luz,

e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

Meus queridos irmãos, não vos enganeis.

Todo o dom precioso

e toda a dádiva perfeita vêm do alto;

descem do Pai das luzes,

no qual não há mudança, nem sombra de variação.

De livre vontade ele nos gerou,

pela Palavra da verdade,

a fim de sermos como que as primícias de suas criaturas.


Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 8,14-21

Naquele tempo,

Os discípulos tinham se esquecido de levar pães.

Tinham consigo na barca apenas um pão.

Então Jesus os advertiu:

"Prestai atenção e tomai cuidado

com o fermento dos fariseus

e com o fermento de Herodes".

Os discípulos diziam entre si:

"É porque não temos pão".

Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes:

"Por que discutis sobre a falta de pão?

Ainda não entendeis e nem compreendeis?

Vós tendes o coração endurecido?

Tendo olhos, vós não vedes,

e tendo ouvidos, não ouvis?

Não vos lembrais

de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas?

Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?"

Eles responderam:

"Doze".

Jesus perguntou:

E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas,

quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?

Eles responderam:

"Sete".

Jesus disse:

"E vós ainda não compreendeis?"


MEDITAÇÃO:

“Em nome de Cristo suplicamos: reconciliai-vos com Deus”

Iniciamos hoje, com toda a Igreja, o período da Quaresma, com a celebração das Cinzas. Esse período, é o período mais forte de preparação, para aquele momento que é o centro, não apenas da liturgia, mas de nossas vidas e de nossa fé: a Páscoa de Cristo.

E seu início se dá com a celebração das Cinzas, na qual temos a fronte marcada, enquanto ouvimos: “Recorda-te que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19) ou ainda “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1,15).

Essas exortações, nos levam a lembrar uma realizada importante, a de que somos criaturas limitadas que em tudo depende da graça Deus. Somo pecadores e, portanto, necessitados da misericórdia do Pai.

Sendo assim, o convite é para que desde já, voltemos o nosso olhar para nós, para nossas ações, e reconhecendo a nossa fragilidade, nos direcionemos para Aquele que é o único que pode nos purificar, além de ser o único que nos dá a verdadeira felicidade.

Felicidade, que não encontramos nesse mundo, nem nos bens materiais, nem nas pessoas ou nas realizações. Nos frutamos quando depositamos nessas coisas, a esperança de encontramos a felicidade ou de sermos saciados. É o que o Evangelho vem nos disser.


“E teu Pai, que vê no segredo, te recompensará”


No período quaresmal, somos chamados a viver esse período de preparação para a Páscoa, buscando a conversão a partir de três pontos: a oração, o jejum e a esmola. Essas práticas, se feitas corretamente, nos levam a conversão e a um encontro verdadeiro com Deus.

A oração é o nosso diálogo com Deus, o sustento da nossa fé. Sem a oração, a nossa fé esfria e o nosso relacionamento com Deus vai se distanciando, mesmo Ele estando sempre conosco. Se não tivermos a oração em nossas vidas, logo vamos perdendo a esperança e a confiança em Nosso Senhor.

O jejum é uma das práticas de penitência na qual somos chamados. A penitência tem o intuito de fortalecer a nossa vontade, para que ela esteja acima das nossas paixões e instintos, e sendo assim, unida ao desejo de viver uma vida com Deus.

A esmola é o princípio da caridade, na qual damos ao próximo, aquilo que nos sobra, que não nos serve, mas que serve ao outro. O próximo passo, é a obra de misericórdia, onde damos não só o que nos sobra, mas aquilo que a nossa generosidade permite. Esse caminho nos leva a caridade, na qual damos até mesmo a nossa vida pelo irmão.

Mas como o Evangelho enfatiza, tudo isso deve ser realizado ‘no segredo’, ou seja, no nosso interior. Essas práticas, assim como todas que nos propomos a fazer nesse período, deve partir do nosso íntimo, do desejo buscar a conversão da nossa vida, vivendo-a em união a Cristo.

Roguemos a Virgem Maria, para que venha em nosso socorro, ensinando-nos a perseverar na oração, e nas práticas do jejum e da esmola, para que, através desses meios, cheguemos a nossa meta, que é viver com Cristo a sua Paixão, Morte e Ressureição.


ORAÇÃO:

Senhor, concedei-nos iniciar com o santo jejum este tempo de conversão para que, auxiliados pela penitência, sejamos fortalecidos no combate contra o espírito do mal. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.


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